NOTAS

Print Friendly

Quase 400 novas espécies descobertas na Amazônia

ED. 259 | SETEMBRO 2017

 

Ao longo dos rios Araguaia e Tocantins é possível encontrar uma espécie de golfinho de água doce diferente das que existem em outras regiões da Amazônia, o boto-do-araguaia (Inia araguaiaensis), descrito em 2014 por pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) a partir de exemplares capturados em 2009 e 2010. Com pele variando de rosa a cinza e de 1,5 a 2,5 metros de comprimento, ele tem o focinho longo e a testa proeminente. É geneticamente distinto do boto-da-amazônia (Inia geoffrensis), abundante em toda a região, e do boto-da-bolívia (Inia boliviensis), encontrado em uma área menor no sul da Amazônia. O boto-do-araguaia é uma das 381 novas espécies de animais e de plantas da Amazônia que integram o inventário apresentado no final de agosto pela organização não governamental WWF-Brasil e pelo Instituto Mamirauá, órgão de pesquisa ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. O documento reúne apenas as novas espécies descritas em 2014 e 2015, entre as quais estão a ave poaieiro-de-chico-mendes (Zimmerius chicomendesi) e o macaco zogue-zogue ou rabo-de-fogo (Plecturocebus miltoni), que possui uma faixa grisalha na testa, costeletas e garganta ocre-escuras e cauda laranja. Essa é a terceira edição do inventário. A primeira reuniu cerca de 1,2 mil novas espécies identificadas entre 1999 e 2009 e a segunda, 602 descobertas de 2010 a 2013.


Matérias relacionadas

CARREIRAS
Carolina Nalon desistiu da biologia para criar uma empresa de coaching
ECOLOGIA
Dois terços dos peixes da costa brasileira são de pequeno porte
ECOLOGIA
Perda de mais de 60% da vegetação nativa altera funcionamento da floresta