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Mais um espelho para o supertelescópio GMT

ED. 261 | NOVEMBRO 2017

 

A construção do Giant Magellan Telescope (GMT), que deverá ser o primeiro supertelescópio a entrar em atividade na próxima década, continua avançando. O quinto dos sete espelhos de 8,4 metros (m) de diâmetro do instrumento começou a ser moldado no início de novembro em um laboratório da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos. Esse processo consiste em derreter quase 20 toneladas de vidro em um forno giratório. Depois de frio, o espelho é polido para chegar à sua forma final. Os sete espelhos vão funcionar em conjunto como se fossem um só espelho de 24,5 m e produzirão imagens 10 vezes mais nítidas que as do telescópio espacial Hubble. O GMT será instalado a 2.500 m de altitude no sul da porção chilena do deserto de Atacama, em um sítio do Observatório de Las Campanas. Seu custo estimado é da ordem de US$ 1 bilhão. O projeto é bancado por um consórcio de sete universidades e instituições norte-americanas, dois centros de estudos astrofísicos da Austrália, o Instituto de Astronomia e Ciência Espacial da Coreia do Sul e a FAPESP. Pelo acordo de US$ 40 milhões que a Fundação firmou com o projeto, as instituições de pesquisa do estado de São Paulo terão acesso a 4% do tempo de observação do GMT.


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