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França “importa” 18 cientistas do clima

ED. 262 | DEZEMBRO 2017

 

Em junho, o presidente Donald Trump anunciou a intenção dos Estados Unidos de deixar o Acordo de Paris, convenção internacional, patrocinada pelas Nações Unidas e assinada por quase 200 países que tenta conter o avanço das mudanças climáticas. O então recém-eleito presidente da França, Emmanuel Macron, rapidamente ofereceu seu país como uma alternativa de trabalho para cientistas do clima que estivessem descontentes com a posição de Trump. Quase seis meses depois do chamado internacional, o governo francês anunciou no início de dezembro que 18 pesquisadores foram aceitos no programa Make Our Planet Great Again. Os escolhidos vão receber US$ 1,5 milhão para seus projetos de pesquisa e cinco anos de garantia no novo emprego. Dois terços dos aprovados trabalhavam nos Estados Unidos. Os demais são da Itália, Espanha, Polônia, Índia, do Canadá e Reino Unido. Em nota, o Sindicato Nacional dos Pesquisadores Científicos da França classificou a iniciativa de Macron como uma jogada de marketing e reclamou que “dar [aos cientistas de fora] uma espécie de prioridade, sobretudo no que se refere à remuneração, constitui um insulto aos pesquisadores franceses”.


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