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O peso das árvores nas emissões de metano da Amazônia

ED. 262 | DEZEMBRO 2017

 

A produção do gás ocorre em áreas alagáveis

As árvores situadas em áreas alagáveis na Amazônia emitem por ano mais de 20 milhões de toneladas de metano (CH4), o equivalente ao que é emanado por todos os oceanos juntos (Nature, 4 de dezembro). A conclusão é de um grupo de pesquisadores da Universidade Aberta, do Reino Unido, e de brasileiros de várias instituições, entre eles a bióloga Luana Basso, do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), e a química Luciana Vanni Gatti, do Laboratório de Gases de Efeito Estufa do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O grupo analisou os índices de emissão de metano de 2.300 árvores em regiões adjacentes aos rios Negro, Solimões, Amazonas e Tapajós entre 2013 e 2014. Para isso, eles instalaram pequenas câmaras em volta dos troncos para coletar o ar. Ao analisar os índices de concentração de CH4, verificaram que as espécies arbóreas emitiam 21,2 milhões de toneladas de CH4 por ano. Os autores do trabalho explicam que as árvores funcionam como chaminés, canalizando o metano do solo submerso por meio dos troncos e liberando-o para a atmosfera. “Isso faz das árvores em regiões alagáveis uma das principais fontes emissoras de metano da Amazônia”, explica Luana. O metano é um dos três principais gases de efeito estufa. “Apesar de ser um processo natural da floresta, é importante conhecer a dinâmica de produção desse e de outros gases para que possamos prever como a floresta se comportará em diferentes cenários de mudanças climáticas”, destaca Luciana.


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