Saúde Pública

Novo surto de ebola atinge a África

Imagem: OMS Agentes de saúde da OMS participam de vacinação contra ebola na República Democrática do CongoImagem: OMS

Na República Democrática do Congo, profissionais da área da saúde e outras pessoas com alto risco de serem infectadas pelo vírus ebola, causador de uma febre hemorrágica que pode matar em até 90% dos casos, passaram a receber doses de uma vacina experimental no final de maio. A imunização começou pela cidade de Mbandaka, capital da província de Equador, no noroeste desse país da África Central. Mbandaka tem cerca de 1,2 milhão de habitantes e faz fronteira com o Congo. Em maio foram identificados os primeiros casos de infecção por ebola na cidade, resultado do avanço de um surto iniciado em áreas rurais. Esse é o nono surto de infecção pelo vírus na República Democrática do Congo desde 1976, quando o ebola foi descoberto. De 4 de abril a 15 de maio deste ano, 44 casos de febre hemorrágica haviam sido identificados em três regiões da província de Equador, com 23 mortes – a infecção por ebola havia sido confirmada em parte dos casos, o restante seguia sob investigação. Cerca de 530 pessoas que tiveram contato com os doentes passaram a ser acompanhadas pelas autoridades sanitárias. O Ministério da Saúde do país, em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras entidades internacionais, iniciou a vacinação de pequenos grupos de médicos, enfermeiros e pessoas que haviam tido contato com doentes para tentar conter o avanço do vírus. Até 21 de maio, a empresa Merck havia disponibilizado para a OMS 8,6 mil doses da vacina rVSV-Zebov, que se mostrou eficaz em surtos anteriores na Guiné e em Serra Leoa. Outras 8 mil doses estavam prometidas. Transmitido pelo contato com os fluidos corporais dos infectados, o ebola causa febre, vômitos, diarreia, dores musculares e hemorragia.