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Comunicação

Aos 20 anos, SciELO planeja plataforma de preprints

Lançada em 1998 com um conjunto de 10 revistas brasileiras, a biblioteca científica virtual SciELO (Scientific Electronic Library Online) chegou a 2018 com 291 publicações nacionais de acesso aberto em todos os campos do conhecimento e mais de 800 mil acessos por dia. O modelo se expandiu nas últimas duas décadas para outros 15 países, entre eles Argentina, Espanha e África do Sul, levando a biblioteca eletrônica a registrar um total de 1.285 periódicos. Uma conferência realizada de 26 a 28 de setembro, em São Paulo, marcou a celebração do vigésimo aniversário da SciELO com discussões sobre o estado da arte da comunicação científica e os desafios da chamada ciência aberta, que envolve o acesso livre à informação e a construção colaborativa do conhecimento. Durante o evento, foi anunciada a criação de um repositório de preprints em parceria com o Public Knowledge Project, uma organização internacional que desenvolve softwares livres de código aberto. “O preprint é uma forma de fazer a publicação mais aceitável. Porque é um procedimento que vai fazer a ciência mais disponível, mas muitos acham que o fundamental é ter a avaliação antes de disponibilizar para todos”, disse Rogério Meneghini, coordenador científico da SciELO, à Agência FAPESP. A tendência mundial de abrir dados brutos, códigos de programas de computador e imagens utilizados em pesquisas, mas normalmente não publicados nos artigos, norteou parte dos debates. “Queremos acelerar a comunicação, inclusive durante o processo de aprovação do artigo, torná-lo transparente com ética e compromisso com o rigor científico”, disse Abel Packer, coordenador-geral da SciELO.

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