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Genética

Ossada de desaparecido político é identificada

Com técnicas da antropologia e da arqueologia forense, o Grupo de Trabalho Perus (GTP), que envolve órgãos públicos ligados aos direitos humanos e à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), identificou a ossada de mais um desaparecido político em meio aos restos mortais achados em 1990 na chamada vala clandestina de Perus, no cemitério Dom Bosco, zona norte de São Paulo (ver Pesquisa FAPESP nº 250). Trata-se da ossada de Aluízio Palhano Pedreira Ferreira, líder sindical do Rio de Janeiro e militante da organização Vanguarda Popular Revolucionária (VPR). Segundo a Comissão Estadual da Verdade (CEV) de São Paulo, ele foi preso, torturado e morto nas dependências do DOI-CODI paulistano em maio de 1971, aos 49 anos. O DNA de uma das ossadas de Perus acusou similaridade com o material genético de familiares de Ferreira. O anúncio ocorreu no I Encontro Nacional de Familiares promovido pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, no início de dezembro em Brasília. Em fevereiro de 2018, o GTP havia identificado os restos mortais de outro desaparecido: Dimas Antônio Casemiro, dirigente do Movimento Revolucionário Tiradentes.

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